Organização e Coordenação da resposta

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De acordo com o Eurostat (nota de 18 de setembro de 2015) entre abril e junho de 2015 houve 213.200 pessoas que solicitaram proteção, pela primeira vez, à União Europeia, ou seja, mais de 15% em relação ao primeiro trimestre deste ano e mais 85% que no segundo trimestre de 2014. Em particular, o número de Sírios e de Afegãos cresceu consideravelmente, tendo alcançado os 44.000 e os 27.000 respetivamente. Ainda de acordo com a UNHCR (nota de 22 de setembro de 2015) a Europa está a viver uma crise de refugiados provenientes da Síria, Afeganistão e Iraque que fogem de zonas de guerra, tendo já alcançado 477.906 pessoas que aqui chegaram por via marítima este ano.
Os estudos indicam que a grande prioridade das populações refugiadas à chegada aos países de acolhimento é a procura de emprego, a obtenção de estatuto adequado, os benefícios sociais e a habitação. A saúde surge no final das prioridades manifestadas, o que está relacionado com o seguinte:

  • Em primeiro lugar muitos destes refugiados sofreram alguma forma de discriminação. Este fator é determinante para que estas pessoas evitem o contacto com os cidadãos nacionais, com o intuito de não se exporem à marginalização.
  • Em segundo lugar, as atitudes negativas de cidadãos do país de acolhimento possuem um impacte particularmente importante na saúde dos migrantes, produzindo nestes comportamentos de evitamento do contacto com serviços e desconfiança nos profissionais de saúde.
  • Habitualmente tende-se a compreender os refugiados como uma minoria étnica homogénea, não se atendendo a particularidades como:
    • Existem idosos nesses grupos, embora escassos, que precisam de cuidados específicos;
    • As mulheres são frequentes e viveram experiências que lhes modificaram a vida pessoal, conjugal e familiar;
    • Muitas famílias foram separadas e existem crianças órfãs ou não acompanhadas por adultos.

Em linha com as prioridades definidas pela EU, serão prioridades da iniciativa ARS.ACOLHE:

  • Criar uma equipa multissectorial de coordenação;
  • Constituir equipas multidisciplinares, baseadas no voluntariado;
  • Identificar locais de alojamento;
  • Assegurar as respostas adequadas às necessidades identificadas;
  • Promover a integração dos refugiados nas comunidades de forma digna, preservando a saúde e a segurança dos próprios e das comunidades em que se vão inserir;
  • Respeitar a diversidade cultural.