Projeto

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O Projeto

É um Projeto de intervenção comunitária, promovido pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, I.P., em parceria com outras Entidades, com a finalidade de contribuir para a redução das desigualdades nutricionais, em meio escolar, através da promoção da Dieta Mediterrânica.

Segue a estratégia de intervenção em Saúde Pública, preconizada pela Organização Mundial de Saúde, privilegiando o ambiente escolar e assentando na comunidade educativa e numa rede de parcerias.

Desenvolve-se a nível local, no distrito de Santarém, abrangendo três Agrupamentos de Escolas (Dr. Ginestal Machado, Sá da Bandeira e de José Relvas), e num eixo loco-regional, através da capacitação de profissionais de saúde e de educação na área da nutrição e exercício físico. 

 

É este o Projeto, que é de todos!

Queremos crescer em Rede, na comunidade!

Participe!

 

População-alvo do Projeto

População-alvo das ações/atividades, a nível local:

Comunidades educativas (alunos, pais/educadores, professores e outros profissionais dos Agrupamentos de Escolas alvo do Projeto), num total aproximado de 6 000 alunos, 560 docentes, 190 não docentes e 13 700 pais e/ou encarregados de educação) dos Agrupamentos de Escolas (AE):

 - AE Dr. Ginestal Machado, no Concelho de Santarém;

- AE Sá da Bandeira, no Concelho de Santarém;

- AE de José Relvas, no Concelho de Alpiarça.

Abrange todos os níveis de escolaridade destas escolas, desde o ensino pré-escolar até ao ensino secundário.

População-alvo das ações/atividades, a nível regional:

Serão, ainda, abrangidos os profissionais de saúde e de educação que frequentarem os Cursos de Formação, de âmbito loco-regional:

  • Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e técnicos superiores de saúde) e da educação (professores, preferencialmente de biologia e de educação física) que exercem funções a nível local e que estejam abrangidos pelo Projeto;
  • Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e técnicos superiores de saúde) e da educação (professores) que exercem funções a nível regional ou noutros locais da área de influência da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, I.P. (ARSLVT)

 

Eixos e Objetivos do Projeto

(Gerais e Específicos)

O Projeto desenvolve-se segundo eixos, que incluem, por analogia, os inerentes ao Plano Nacional de Saúde 2013-2016, de modo a garantir o alinhamento com o planeamento estratégico nacional:

        I.            Eixo Sustentabilidade e Políticas Públicas Saudáveis

      II.            Eixo Saúde, Ambiente e Qualidade

    III.            Eixo Comunicação, Informação, Marketing e Investigação

    IV.            Eixo Cidadania

      V.            Eixo de Ação Loco-Regional

 

Os objetivos gerais e específicos são organizados segundo cada eixo:

I. Eixo Sustentabilidade e Políticas Públicas Saudáveis

1. Constituir e manter um modelo ecológico na comunidade promotor da Dieta Mediterrânica (adequada às especificidades dos produtos e culturas locais) e da actividade física, assente na comunidade educativa e numa rede de parcerias

1.1. Constituir formalmente e promover parcerias

1.2. Constituir e manter um Conselho Científico, Técnico e de Acompanhamento para garantir a coordenação do Projeto, nas vertentes de Saúde Pública, Nutrição e Gestão em Saúde

1.3. Integrar o presente Projeto no Projeto Educativo dos Agrupamentos de Escolas abrangidos


II. Eixo Saúde, Ambiente e Qualidade

2. Identificar e reduzir as desigualdades nutricionais nos alunos inscritos nos Agrupamentos de Escolas alvo do projecto

2.1. Identificar os alunos com desnutrição, excesso de peso e obesidade e intervir para reduzir os problemas detetados:

a) Encaminhar 100% das crianças com desnutrição, excesso de peso e obesidade para os serviços de saúde/médico assistente;

b) Elaborar plano nutricional de intervenção individual a 100% das crianças com desequilíbrios nutricionais, em concertação com o médico assistente e com os pais/família;

c) Acompanhar 100% das crianças com desequilíbrios nutricionais, do ponto de vista nutricional e de educação alimentar;

d) Acompanhar 100% das crianças com desequilíbrios nutricionais, do ponto de vista psicológico;

2.2. Identificar os alunos com desvios nos consumos alimentares relativamente ao número de refeições (incluindo pequenos-almoços e lanches) e sua composição, nomeadamente quanto ao consumo de sal, gorduras saturadas trans e açúcares adicionados, e intervir para, até ao final da intervenção:

a) Aumentar, pelo menos em 20%, o número de alunos que consome diariamente a quantidade recomendada de fruta e hortícolas;

b) Aumentar, pelo menos em 50%, o número de crianças em idade escolar que consome diariamente um pequeno-almoço adequado;

c) Garantir que 100% das crianças identificadas com necessidade de reforço alimentar (a meio da manhã ou ao lanche), tenham acesso, em meio escolar, a este suplemento;

d) Garantir que 100% das crianças identificadas com necessidade de pequeno-almoço tenham acesso a este, em meio escolar;

e) Reduzir, pelo menos em 20%, o número de  alunos que consome gorduras saturadas trans diariamente;

f) Reduzir, pelo menos em 20%, o número de  alunos que consome açúcares adicionados diariamente;

g) Reduzir, pelo menos, em 20%, o número de  alunos que consome diariamente um teor de sal superior ao valor máximo diário;


2.3. Caracterizar os hábitos alimentares da população escolar alvo do Projeto segundo o padrão da Dieta Mediterrânica e variáveis socioeconómicas e geográficas.


3.
Identificar e reduzir os desvios nutricionais da disponibilidade alimentar em meio escolar

3.1. Caracterizar a oferta alimentar na escola (disponibilizada nas cantinas, bares /bufetes e vending mashines), do ponto de vista de adequação nutricional segundo o padrão da Dieta Mediterrânica, identificar desvios em relação ao padrão e modificar a disponibilidade, corrigindo, pelo menos, 20% dos desvios identificados

3.2. Caracterizar a oferta alimentar na escola (disponibilizada nas cantinas, bares /bufetes e vending mashines), de acordo com as características definidas para a classificação dos géneros alimentícios nos grupos a) a promover, b) a limitar e c) a não disponibilizar e modificar a disponibilidade, corrigindo, pelo menos, 20% dos desvios identificados

3.3. Avaliar, do ponto de vista analítico,  o teor de sal contido nas refeições servidas nas cantinas e corrigir os desvios identificados, de modo a reduzir, pelo menos em 10%, a média de quantidade de sal presente naquelas refeições, nomeadamente na sopa, segundo prato e pão disponibilizados nos Agrupamentos de Escolas alvo do projecto

3.4. Tornar o refeitório mais apelativo à sua utilização pelos jovens (cor de paredes, mobiliário)

3.5. Caracterizar as condições higio-sanitárias dos locais de armazenamento, preparação, confeção/regeneração, distribuição e empratamento (estrutura e procedimentos) corrigindo 100% dos desvios identificados


III. Eixo Comunicação, Informação,
Marketing e Investigação

 

4. Contribuir para o conhecimento quanto à efectividade das intervenções

4.1.Efetuar um estudo de avaliação da efetividade das intervenções inerentes ao Projeto


5.
Divulgar o Projecto e os seus resultados como forma de contribuir para o envolvimento activo da comunidade educativa e da rede de parcerias

5.1. Divulgar o Projeto aos parceiros e manter atualizada a informação quanto ao seu progresso

5.2. Divulgar o Projeto às comunidades educativas dos Agrupamentos de Escolas abrangidos, na fase de arranque, e um ano depois, como ponto de situação

5.3.Divulgar, de forma contínua, as ações/atividades do Projeto realizando, pelo menos, 1 ação de divulgação semanal às comunidades educativas dos Agrupamentos de Escolas abrangidos e aos Parceiros

5.4. Divulgar os resultados do Projeto à comunidade local e à comunicação social

 


IV. Eixo Cidadania

6. Garantir a participação e o envolvimento activo e responsável da população alvo do Projecto

6.1. Obter uma taxa de participação no Projeto de, pelo menos, 50% em relação ao número total de pessoas da comunidade educativa (alunos, professores, outros técnicos, pais e encarregados de educação)

6.2. Envolver, de forma participada, a comunidade educativa dos Agrupamentos de Escolas alvo do Projeto, incluindo Associações de Pais/Encarregados de Educação e Associações de Alunos/Delegados de Turma), nas decisões relativas ao progresso do Projecto

6.3. Criar mecanismos de participação das comunidades educativas que permitam disponibilizar informação, oportuna e simples, de avaliação contínua da qualidade da oferta alimentar


7. Promover a literacia e capacitação das comunidades educativas dos Agrupamentos de Escolas abrangidos para a valorização e promoção da Dieta Mediterrânica e da redução do consumo de sal

7.1. Aumentar em, pelo menos, 50% os conhecimentos sobre nutrição e atividade física através de ações de divulgação e ações de formação dirigidas à comunidade educativa dos Agrupamentos de Escolas alvo do Projeto. Realizar, pelo menos, 2 ações de cada tipologia (divulgação e formação) no 1º período letivo, 2 no segundo período e 1 no terceiro período, em cada Agrupamento de Escolas;

7.2 Capacitar a comunidade educativa dos Agrupamentos de Escolas alvo do Projeto para a promoção da Dieta Mediterrânica e da atividade física, através de Sessões de Educação Alimentar e Ações de Formação dirigidas aos grupos (alunos, professores, técnicos operacionais que confecionam ou servem alimentos na escola e pais/encarregados de educação)

- abranger pelo menos 80% dos alunos, professores e dos técnicos e abranger pelo menos 10% dos pais/encarregados de educação


V. Eixo de Ação Loco-Regional

8. Melhorar a qualificação e o modo de atuação dos diferentes profissionais que, pela sua actividade, possam influenciar conhecimentos, atitudes e comportamentos na área alimentar

8.1. Capacitar para a nutrição e educação alimentar e atividade física profissionais de saúde e de educação, que exerçam funções a nível regional ou local, através da frequência de curso de formação


9. Melhorar a informação, na área da vigilância epidemiológica, do estado nutricional das crianças em meio escolar

9.1. Definir e implementar um sistema de vigilância epidemiológica de desnutrição, excesso de peso e obesidade, simples e sem custos adicionais para os serviços, com base em atividades regulares da escola e das equipas de saúde escolar

9.2. Propor ao COSI Portugal (WHO European Childhood Obesity Surveillance Initiative) a integração dos Agrupamentos de Escolas na rede de escolas COSI


As Fases do Projeto

O Projeto decorrerá durante o ano lectivo 2015/2016 e desenvolver-se-á em sete fases:

Fase 1)  Fase preparatória – Fase de planeamento e de organização, de modo a viabilizar a implementação do Projeto nos Agrupamentos de Escolas.


Fase 2) Fase de diagnóstico inicial
– Início do trabalho de campo, com implementação do Projeto em meio escolar. Consiste na elaboração do diagnóstico de situação inicial, a dois níveis:

-        Individual (crianças/família) – inclui, entre outros aspectos, a avaliação antropométrica (peso e altura) e dos consumos/hábitos alimentares de cada criança;

-        Ambiente – avaliação/caracterização da oferta alimentar nas Escolas (cantinas/bares/bufetes e vending mashines) e das condições de higiene e segurança alimentar dos locais de armazenamento, preparação, confeção/regeneração e empratamento/distribuição das refeições


Fase 3) Fase de Intervenção
, com ações dirigidas:

-   Ao indivíduo (crianças com desnutrição, excesso de peso ou obesidade) e respetiva família – inclui, entre outros, elaboração de Plano Nutricional individual e acompanhamento da criança/família por equipa multidisciplinar de profissionais de saúde;

-   Ao grupo/comunidade (toda a comunidade educativa) – ações de educação e sensibilização; criação de dinâmicas de grupo motivacionais

-   Ao ambiente escolar oferta alimentar e condições dos locais de armazenamento, preparação, confeção/regeneração e empratamento/distribuição das refeições


Fase 4) Fase de Diagnóstico de situação após intervenção / Resultados da intervenção
- Elaboração de novo diagnóstico de situação, após intervenção, utilizando a mesma metodologia da do diagnóstico inicial.


Fase 5) Fase de Avaliação intercalar da intervenção
– atividades no âmbito do acompanhamento, monitorização e adequação do Projeto

A divulgação de alguns resultados intercalares às comunidades educativas será efetuada no decurso do ano letivo 2015/2016, com apresentação das ações previstas para este ano letivo.


Fase 6) Fase de Elaboração dos relatórios finais


Fase 7) Fase de Divulgação de resultados
– Após o términus do ano lectivo. Inclui, entre outros, a realização de um Seminário/ Fórum, a nível local, para apresentação dos resultados finais do Projeto.


P
arcerias

O Projeto prevê um modelo de intervenção multisetorial de promoção de alimentação saudável e prática de exercício físico, assente na comunidade educativa e numa rede de parcerias, dirigido às crianças e jovens, na escola como ambiente privilegiado de intervenção, incorpora questões associadas à equidade social, aos direitos humanos e à capacitação das pessoas e das comunidades, tal como defendido pela Organização Mundial de Saúde.

Esta abordagem na comunidade com a cooperação e ações intersectoriais (dos setores da saúde, educação, autarquias, segurança social) é uma estratégia de Saúde em Todas as Políticas, constituindo oportunidades para ampliar a responsabilização de outros setores com resultados em saúde, promovendo a equidade social e o desenvolvimento sustentável de sociedades mais inclusivas, participativas e produtivas.

As parcerias atuais são:

1)      Centro de Estudos e Investigação em Dinâmicas Sociais e Saúde (CEIDSS)

2)      ISCTE-IUL - Instituto Universitário de Lisboa 

3)      Agrupamentos de Escolas:

                                 i. Agrupamento de Escolas Dr. Ginestal Machado, em Santarém

                               ii.  Agrupamento de Escolas de José Relvas, em Alpiarça

                              iii.  Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira, em Santarém

4)      Município de Alpiarça

5)      Município de Santarém


C
ontribuição do Projeto para a redução das desigualdades económicas e sociais, incluindo desigualdades associadas ao género

O Projeto desenvolve-se em meio escolar, abrangendo todas as crianças de todo o ciclo escolar dos Agrupamentos de Escolas públicas alvo, em Santarém e Alpiarça, e respetivas comunidades educativas, garantindo assim o acesso equitativo a todos os estratos sócio económicos. Assegura a igualdade de género e o respeito pelas diferentes etnias e culturas. Promove igualdade de oportunidade de participação das correspondentes comunidades educativas.

De acordo com o Programa Nacional de Saúde Escolar, operacionalizado pelos cuidados de saúde primários, a Escola, “enquanto espaço coletivo de aprendizagem e de promoção de saúde e bem-estar é um dos ambientes privilegiados para a promoção da equidade, aumento do nível de literacia em saúde com ações continuadas durante todo o ciclo de vida escolar dos alunos desde a educação Pré-Escolar ao Ensino Secundário e envolvendo toda a comunidade educativa.”

Numa abordagem de redução de desigualdades, a intervenção no seio das famílias preconizada no Projeto é, segundo alguns autores, crítica na promoção da autonomia e das competências parentais para a adoção de comportamentos saudáveis, para além de que só desta forma se conseguirá agir precocemente, nos primeiros anos de vida (Marmot et al., 2010).

Contempla também o reforço da disponibilidade alimentar e o acesso a alimentos saudáveis de acordo com o padrão dieta mediterrânica em ambiente escolar, atuando assim no ambiente social e económico das populações mais desfavorecidas.


C
ontribuição do Projeto para o reforço das relações bilaterais entre Portugal e os Países Doadores (Programa Iniciativas de Saúde Pública)

A contribuição para o reforço das relações bilaterais entre Portugal e os países doadores (Islândia, Liechtenstein e Noruega), do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (MFEEE 2009-2014), consubstancia-se das seguintes formas:

  1. O presente Projeto de intervenção de nutrição em saúde pública, como forma de redução das desigualdades nutricionais, recorre a uma metodologia que permite a sua reprodutibilidade em outros países;
  2. Este Projeto contribui para aumentar o conhecimento técnico e científico quantificado por outcomes (resultados), permitindo a avaliação da efetividade da intervenção;
  3. O Projeto assenta, também, num eixo da Sustentabilidade, com várias medidas a serem desenvolvidas e implementadas que têm como pilar uma rede de parcerias como estratégia de promoção de políticas pública saudáveis, que também será avaliada;
  4. Tendo o Projeto como uma das estratégias a Promoção da Dieta Mediterrânica, em meio escolar, cria uma oportunidade da promoção e divulgação da mesma, tendo em conta que foi eleita Património Mundial Imaterial em 2013, o que promove dimensões da sua interculturalidade que seria interessante partilhar entre a comunidade portuguesa e as comunidades dos países doadores;
  5. O Projeto prevê, ainda, a implementação de um sistema de vigilância sentinela, do estado nutricional das crianças em meio escolar, assente numa metodologia epidemiológica, o que poderá permitir a sua implementação noutros locais e países e que seria interessante partilhar numa perspetiva de saúde pública.

 

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