Joaquim Fonseca, entrevistado pela revista EXIT, faz balanço da DICAD

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14 Setembro 2018

Quando se estima em 1,7% do PIB o custo social do uso de drogas ilícitas em alguns países (World Drug Report, 2016), é fácil perceber que cuidar de indivíduos com distúrbios de uso de drogas coloca um pesado fardo sobre os sistemas de saúde pública dos Estados Membros. Melhorar os sistemas de tratamento, beneficiará não apenas os indivíduos afetados, mas também as comunidades e toda a sociedade.

Este foi o mote que levou esta 31ª edição da Revista EXIT, a publicação corporativa externa online da Dianova Portugal, a entrevistar Joaquim Fonseca, Coordenador da Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (DICAD) da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. 

Segundo Joaquim Fonseca "ao longo dos últimos cinco anos, foi possível aumentar o envolvimento de técnicos das Unidades de Intervenção Local (UIL), em atividades de Redução de Riscos e Minimização de Danos. Aumentou-se, em consequência, o número de ações desenvolvidas por técnicos da DICAD, para além do acompanhamento a projetos financiados e desenvolvidos por outras entidades".

Para o responsável da DICAD, na área da prevenção "verificou-se um aumento, quer ao nível dos técnicos envolvidos, quer ao nível das ações. Neste domínio foi estabelecida uma importante parceria com a "Saúde Escolar" dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), que permitiu o desenvolvimento conjunto de ações entre técnicos da DICAD e das Equipas de Saúde Escolar.

"Quanto ao futuro, e do ponto de vista estratégico, importa continuar a consolidar a resposta especializada em Comportamentos Aditivos e Dependências (CAD) por parte das Equipas da DICAD, em todos os domínios da intervenção (Prevenção, RRMD, Tratamento e Reinserção). Aprofundar e estreitar os laços com as estruturas da Saúde Mental do SNS, uma vez que, só assim será possível responder de forma efetiva às reais necessidades das pessoas", conclui Joaquim Fonseca.

Leia a entrevista na íntegra AQUI