ACES Lisboa Central com nova viatura para prestação de cuidados domiciliários

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26 Fevereiro 2020

No âmbito de um protocolo de colaboração entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e a Câmara Municipal de Lisboa (CML), com vista à implementação conjunta, na Cidade de Lisboa, do projeto-piloto "Cuidar em casa em Lisboa", e destinado a ampliar a capacidade das respostas dirigidas às pessoas com dependência, foi entregue esta segunda-feira, pela CML, ao ACES Lisboa Central, uma viatura  destinada às visitas em domiciliárias em Marvila.

 

O presidente da ARSLVT, Luís Pisco, realçou que «é cada vez mais importante privilegiar a resposta domiciliária em detrimento da institucionalização». Pois, do seu ponto de vista, é «importante cuidar das pessoas em casa e, por isso, faz sentido serem os técnicos de saúde (médicos, enfermeiros e fisioterapeutas) a deslocarem-se a casa dos pacientes».

Desenvolver estratégias inovadoras de co-produção de cuidados e de capacitação do doente dependente e dos seus cuidadores informais, são – segundo o responsável máximo da ARSLVT – os grandes objetivos da cooperação existente entre a ARSLVT e a CML.

Por sua vez, o vereador Manuel Grilo, referiu que «a entrega desta viatura vai permitir aumentar a capacidade de prestação de cuidados às pessoas em situação de dependência, aos cuidadores e às respetivas famílias que, pela sua situação de saúde ou por problemas mistos de saúde e sociais, requerem cuidados no domicílio, de carácter temporário ou permanente e que reúnam condições que lhes permitam permanecer no domicílio.

Do ponto de vista de Manuel Grilo, «esta entrega demonstra claramente que existem laços de cooperação intensos entre a CML e a ARSLVT que vão permitir desenvolver uma parceria que vai beneficiar os lisboetas.»

Guilherme Frazão, Diretor Executivo do Agrupamento de Centros de Saúde Lisboa Central, recordou que «a viatura agora entregue vai permitir cobrir as freguesias da Misericórdia e Arroios e fornecer cuidados a uma tipologia de doentes com determinadas patologias e que se enquadram no tipo de assistência fornecida pelas equipas de saúde deste serviço, nomeadamente a pessoas acamadas».

Ana Lavareda, enfermeira responsável por este serviço, sublinhou que o grande desafio existente é o «de permitir que as pessoas possam ficar o máximo de tempo nas suas casas, evitando a institucionalização».

Luís Pisco, Manuel Grilo, Guilherme Frazão e Ana Lavareda são unânimes em defender que a área dos Cuidadores Informais se liga obviamente com os cuidados ao domicílio e, por isso, apostar na criação de mais cuidados formais no domicílio está-se também a dar apoio aos cuidadores informais.