ARSLVT reitera apoio ao “Aparece”

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14 Outubro 2019

 

O “Aparece”, serviço de atendimento aos jovens da Grande Lisboa, festejou o seu 20º aniversário com um encontro que se realizou a 10 de outubro, no Auditório do Centro de Saúde de Sete Rios. Luís Pisco, Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), aproveitou a sua presença no evento para reafirmar o “empenho” da instituição ~garantir o presente e o futuro do projeto.

O responsável máximo da ARSLVT foi um dos convidados da sessão de abertura do encontro subordinado ao tema “Ser Adolescente no Séc. XXI”. Tendo começado por congratular Maria de São José Tavares, Coordenadora e principal “rosto” do “Aparece”, pela “perseverança e dedicação”, Luís Pisco garantiu que a ARSLVT está empenhada em que “a intervenção neste domínio se mantenha com a qualidade que tem sido demonstrada” pela equipa. “À frente do seu tempo, quer no público-alvo, quer no dinamismo e na integração da abordagem e das respostas dadas, o “Aparece” tem inspirado muitas outras equipas e assim tencionamos que se mantenha”.


Sublinhando a “inquestionável resiliência e a pertinência” do projeto, Luís Pisco foi perentório: “A grande missão dos Cuidados de Saúde Primários é a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento da pessoa ao longo da vida. Ao garantir a mais profunda confidencialidade e privacidade, proporcionando o fácil acesso a uma equipa multidisciplinar focada nas especificidades dos jovens – um grupo etário muitas vezes ”ocultado” pelas necessidades de outros (bebés/crianças e idosos) –, o “Aparece” corresponde totalmente à missão dos cuidados de proximidade. Ele é um serviço de referência tanto na Região como a nível nacional”.


Mais: “Não obstante as necessidades de adaptação implícitas a um atendimento com 20 anos, estamos perante uma iniciativa totalmente meritória que desde a sua criação já efetuou mais de 70.000 consultas.

Para Luís Pisco, “Ser adolescente no Séc. XXI” implicará certamente problemáticas que se mantêm – como a sexualidade e o suicídio –, outras que adotam outras nuances – novas dependências, como a dos ecrãs – e outras ainda que se estrearão – como a permanente exaustão/desânimo. Mas o importante é que os jovens não tenham receio de procurar ajuda e que quem os recebe – quer sejam médicos, enfermeiros, psicólogos, técnicos de serviço social, secretariado clínico ou outros profissionais – continue a dar o seu melhor na consolidação de vidas tão valiosas como complexas”.

 


Na mesa de abertura também participaram Maria de Belém Roseira, Ministra da Saúde em 1999, Teresa Ventura, Chefe da Divisão de Saúde Sexual Reprodutiva, Infantil e Juvenil da Direção-Geral da Saúde, Luís Rebelo, Coordenador da Sub-Região de Saúde de Lisboa em 1999, Manuela Peleteiro, Diretora Executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Lisboa Norte, e Maria de São José Tavares.