Almada-Seixal avança com rastreio visual infantil

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20 Maio 2019


O Rastreio de Saúde Visual Infantil da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) já chegou à península de Setúbal, através do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Almada-Seixal. A iniciativa, que incide sobre crianças de dois anos, está a decorrer desde 29 de abril, na unidade do Laranjeiro.

Nesta fase, foram convidadas cerca de 450 crianças e até ao momento foram realizados 157 rastreios. Trata-se de um rastreio simples aos olhos, que permitem detetar de forma precoce alterações na visão dos pequenotes, nomeadamente ambliopia e estrabismo. 


O rastreio – com o slogan “Ver bem, crescer melhor” – foi lançado em novembro de 2018 nos ACES Oeste Norte e Oeste Sul e está a ser progressivamente alargado a toda a Região. No ano em que completam dois anos as crianças recebem em casa uma carta convite para o rastreio.

O exame demora 2 a 5 minutos e consiste na realização de uma fotografia aos olhos da criança, feita com uma tecnologia inovadora, rápida e indolor que permite identificar fatores de risco para a ambliopia (olho preguiçoso). O equipamento, com um desenho e som atrativo para as crianças, facilita o processo. A imagem é enviada para o Serviço de Oftalmologia do Hospital Garcia de Orta, onde será analisado por um médico da especialidade.


Se os testes realizados não apresentarem alterações de visão, a criança regressa à lista de rastreios e voltará a ser convocada para um novo exame aos quatro anos. Se o oftalmologista detetar alterações, a criança será chamada para uma consulta de Oftalmologia no hospital, receberá o diagnóstico e, caso necessário, o tratamento. Tanto a consulta como o rastreio são totalmente gratuitos, dispensando pagamento de taxa moderadora.

A implementação deste rastreio está a cargo da Equipa Regional dos Programas de Rastreio da ARSLVT. No ACES Almada-Seixal, os interlocutores do rastreio são Ana Cristina Freire, médica de Saúde Pública, e Ricardo Alves, interno da especialidade. Os exames são realizados por Pedro Monteiro, ortoptista da ARSLVT.


Recorde-se que a ambliopia é um problema de Saúde Pública, sendo considerada a causa mais frequente de perda de visão entre os 20 e os 70 anos de idade. A ambliopia instala-se desde idades precoces, muitas vezes de forma assintomática, já que as crianças não exibem sinais clínicos nem verbalizam queixas. Uma vez que a ambliopia é quase sempre unilateral, também não se observam alterações comportamentais capazes de fazer suspeitar da sua presença.