Fast Track Cities: Amadora concretiza Pacto Local

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10 Abril 2019


O Pacto Local para a Intervenção na área do VIH/Sida na Amadora foi assinado a 8 de abril, na Galeria Municipal Artur Bual. Este ato decorre da adesão daquele município ao projeto internacional “Fast Track Cities – Cidades na Via Rápida para Acabar com a Epidemia do VIH/SIDA” e contou com a presença de Luís Pisco, Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). A sessão de encerramento esteve a cargo de Raquel Duarte, Secretária de Estado da Saúde.


O consórcio formalizado através do pacto local é composto pela ARSLVT / Agrupamento de Centros de Saúde Amadora, Câmara Municipal da Amadora, Direção Geral da Saúde (DGS), Hospital Prof. Fernando da Fonseca, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), Associação Nacional de Farmácias (ANF) e Associação de Intervenção Comunitária, Desenvolvimento Social e Saúde (AJPAS). Juntas, estas instituições comprometem-se a reduzir ao mínimo o impacto do VIH/Sida no município da Amadora até 2030.   



Na sessão foram apresentados os dados do diagnóstico sobre VIH/Sida na Amadora a intervenção atualmente no terreno e as linhas estratégicas do Plano de Ação do município para 2019-2025.


Após a assinatura do Pacto Local para a Intervenção na área do VIH/Sida, Raquel Duarte, Secretária de Estado da Saúde, defendeu que “este é um passo histórico para a concretização das metas definidas”, frisando que 47% dos novos casos registados em 2017 foram localizados na área metropolitana de Lisboa.


Recorde-se que o projeto Fast Track Cities foi lançado pela ONU Sida em 2014, por ocasião do Dia Mundial da patologia. Através desta iniciativa, as cidades aderentes comprometem-se a atingir a meta 90-90-90:

           • 90% das pessoas que vivem com VIH com o diagnóstico feito;

           • 90% das pessoas diagnosticadas com VIH a receber tratamento; e 

           • 90% das pessoas em tratamento com carga viral indetetável.

Atendendo à proximidade das cidades à população, bem como a existência de infraestruturas, recursos materiais e humanos, pretende-se que os municípios adotem ações locais com impacto global, construindo desta forma um futuro mais equitativo, inclusivo, próspero e sustentável para todos – independentemente do sexo, idade, condição social e económica ou orientação sexual.