ACES Estuário do Tejo assinala Dia da Mulher

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14 Março 2019

 

Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de março, a Associação RESPIRA lançou a campanha de sensibilização “Operação STOP DPOC”, com uma ação de rastreios gratuitos, que decorreu no Largo de Camões, como forma de alerta para o aumento e impacto da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), sobretudo nas mulheres. Desafiado pela Associação RESPIRA, o ACES Estuário do Tejo juntou-se a esta iniciativa e durante a tarde da efeméride realizou rastreios de DPOC na Unidade de Cuidados Personalizados de Alverca, onde a Cardiopneumologista esteve a realizar Espirometrias sobretudo a mulheres fumadoras.

A Campanha “Operação STOP DPOC”, teve como objectivos alertar para a importância de um diagnóstico precoce e da realização da Espirometria como um dos exames de eleição, alertar a população para as consequências e malefícios do tabaco para a saúde respiratória, criar uma relação emocional de forma a que os grupos de risco se identifiquem com a campanha e procedam a atitudes preventivas.

A DPOC é uma doença respiratória que se encontra subdiagnosticada nos seus vários estadios, verificando-se que muitos doentes não procuram o médico até terem perdido cerca de 50% da capacidade respiratória. Afeta cerca de 14,2% de pessoas, a partir dos 40 anos de idade, que residem na área da Grande Lisboa. Embora em Portugal esta prevalência seja superior nos homens (19% versus 11%), estima-se que cerca de 530 mil mulheres portuguesas sejam afetadas por esta doença.

 

Esta iniciativa contou com o apoio institucional da Fundação Portuguesa do Pulmão e das Comissões de Trabalho de Tabagismo e Infeciologia Respiratória, da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

A DPOC nas mulheres requer especial atenção na medida em que:

  • É uma doença que evolui com perda significativa de qualidade de vida e limitação em várias componentes como sócioprofissional, a maternidade, o estilo de vida e a sua relação com os outros;

  • As doenças que mais se associam à DPOC são as cardiovasculares, a diabetes mellitus, a osteoporose, as infeções respiratórias, a depressão e o cancro do pulmão, sendo este último a principal causa de morte por cancro na mulher.

  • As mulheres são mais propensas a um diagnóstico incorreto e consequentemente a um tratamento inadequado, por esta ter sido considerada, durante muito tempo, uma doença maioritariamente de homens;

  • Atualmente, devido a um aumento do hábito tabágico e da exposição ao fumo, o uso do tabaco entre os géneros é praticamente igual, mas os malefícios são piores nas mulheres;

  • Consequências do tabagismo: em mulheres com DPOC, a exposição ao fumo tem maiores danos colaterais do que nos homens e existem mais benefícios se deixar de fumar. De realçar as anomalias na fertilidade e no desenvolvimento fetal, com maior probabilidade de ocorrência de abortos espontâneos, malformações congénitas e mortalidade infantil (http://www.respira.pt).