Dia Internacional da Mulher: Médica de família de Loures é a 1ª mulher a chefiar Missão Portuguesa nos Paralímpicos de Tóquio

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08 Março 2019

 

Desde 2011 que Leila Marques Mota faz parte da equipa da Unidade de Saúde Familiar (USF) LouresSaudável, do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Loures-Odivelas, uma carreira que abraçou quando deixou de ser atleta de alta competição. Mas desde o final de fevereiro também é Chefe da Missão Portuguesa nos Paralímpicos de Tóquio, uma nomeação inédita e que demonstra “que as mulheres conseguem trazer novas perspetivas para o Desporto”.

No Dia Internacional da Mulher, destacamos o exemplo de Leila Marques Mota, digna embaixadora do papel que a mulher desempenha na sociedade, todos os dias do ano.

É com orgulho que a médica de família da Mealhada, em Loures, encara de forma positiva o facto de ser a primeira mulher a assumir o cargo de Chefe da Missão Portuguesa nos Paralímpicos de Tóquio. “Tanto o Comité nacional como o internacional têm desenvolvido esforços para aumentar a participação das mulheres no Desporto, quer seja como atletas, quer seja em cargos diretivos”. E esta nomeação demonstra “que as mulheres conseguem trazer novas perspetivas para o Desporto”.


Para Leila Marques Mota, “é uma honra e um desafio” preparar toda a missão que levará os atletas paralímpicos portugueses até Tóquio em 2020. Em simultâneo “é uma grande responsabilidade” porque é preciso “criar todas as condições para que os atletas tenham o melhor rendimento”.


Estima-se que nos Paralímpicos de 2020 Portugal possa ser representando por 30 atletas, que pela primeira vez poderão competir em 10 modalidades: atletismo, arte equestre, badminton, boccia, canoagem, ciclismo, judo, natação, tiro e triatlo. Com um aumento de 80% nas verbas que suportam a Missão, a médica de família assume que “estão a ser dados grandes passos para a melhoria das condições destes atletas”.

A Chefe da Missão Paralímpica Portuguesa considera ainda que o facto de ser ex-atleta é uma mais-valia. “Conheço os aspetos que podem condicionar os resultados e assim ajudar a evitá-los”. Além disso, “é uma alegria tremenda poder voltar a estar integrada numa Missão, matar saudades do ambiente que se vive neste tipo de evento e voltar ao Oriente, onde terminei a minha carreira de atleta”.

Ex-nadadora e atleta paralímpica, a clínica tem conseguido conciliar o Desporto e a Medicina Geral e Familiar na perfeição. Segundo a também Vice-presidente do Comité Paralímpico de Portugal, para isso tem contribuído o apoio que sempre recebeu da família e da equipa da USF.