Curso sobre tráfico de seres humanos com grande recetividade dos profissionais

Traficohumano 1 1 690 400
20 Fevereiro 2019

 

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) acolheu, a 20 de fevereiro, a primeira de duas edições do curso sobre o “Tráfico de Seres Humanos”, uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Direção-Geral da Saúde (DGS). Especialmente dedicado a profissionais dos Núcleos de Apoio às Crianças e Jovens em Risco (NACJR) e das Equipas para a Prevenção de Violência em Adultos (EPVA) dos centros de saúde e hospitais da Região, a ação foi acolhida com entusiasmo pelos formandos.


Sensibilizar e consciencializar os profissionais de saúde para a sua responsabilidade nesta matéria, contextualizar o tráfico de seres humanos (TSH) e promover o aumento do conhecimento sobre o fenómeno. Estes são os três principais objetivos do curso que cativou o interesse a 31 formandos nesta primeira edição.


A formação esteve a cargo de Luísa Horta e Costa, Interlocutora Regional da Ação de Saúde sobre Género, Violência e Ciclo de Vida (ASGVCV), e de Sara Nasi, da Equipa Multidisciplinar Especializada para a Assistência a Vítimas de Tráfico da Associação para o Planeamento da Família (APF). Capacitar os profissionais para a identificação e sinalização de presumíveis vítimas, sensibilizar para os princípios orientadores do atendimento e promover o conhecimento de parceiros e estratégias eficazes no combate a este crime também estiveram em destaque.


Além dos conhecimentos adquiridos, os formandos – enfermeiros, médicos, psicólogos e assistentes sociais dos Cuidados de Saúde Primários e hospitais – puderam partilhar exemplos reais.


Recorde-se que Portugal não está imune a este fenómeno, sendo um país de destino, origem e circulação no que respeita ao tráfico de seres humanos. “Os serviços de saúde, assim como os seus profissionais, são, muitas vezes, os principais atores na sinalização de indícios e indicadores de situações que observam – e este alerta pode ser a única hipótese que uma vítima tem de ser resgatada, ou uma situação de tráfico ser evitada”, defende Luísa Horta e Costa, coordenadora científica do curso.


Da mesma forma, profissionais de saúde sensibilizados e devidamente (in)formados fazem a diferença no apoio a estas pessoas – tanto assim que a dimensão da saúde é das mais afetadas entre as vítimas de TSH.

A segunda edição do curso voltará a decorrer na ARSLVT, a 20 de março.