Comunidade Terapêutica do Restelo comemora 33º aniversário

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24 Janeiro 2019


A Comunidade Terapêutica (CT) do Restelo fez 33 anos nos moldes atuais e para celebrar a data convidou responsáveis, profissionais, parceiros, residentes e ex-residentes para um momento de confraternização. A celebração decorreu a 22 de janeiro, nas instalações da CT.

É a única comunidade terapêutica pública da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e uma das três do País. Assenta num programa terapêutico residencial, intensivo e de longa duração para pessoas com comportamentos aditivos. É assim que se define a Comunidade Terapêutica do Restelo.


2019 é o Ano Nacional da Colaboração e isso mesmo fez questão de referir Cristina Mesquita, Coordenadora da CT, quando se dirigiu aos convidados. “Espero que este seja um ano muito colaborativo para a unidade”, agradecendo os contributos de todos para a prossecução da missão da Comunidade.        

Após os testemunhos vívidos de um residente e ex-residente, Luís Pisco, Presidente da ARSLVT, salientou os laços afetivos que se estabelecem entre os residentes e a equipa, considerando que “o apoio dos ex-residentes são um estímulo importante para quem está em tratamento”.   

      



Na comemoração também marcaram presença Laura Silveira, Vice-presidente da ARSLVT, Joaquim Fonseca, Coordenador da Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências desta ARS e Hermenegildo Vultos, Diretor do Departamento de Gestão e Administração Geral da ARSLVT. 


Atualmente com 18 residentes, maioritariamente do sexo masculino, a CT do Restelo possui um modelo terapêutico que visa a reintegração da pessoa e por isso é muito abrangente: incide sobre o indivíduo em interligação com as equipas de rua, família/amigos e ex-residentes. 


Em 33 anos de existência nos moldes atuais, a CT recebeu 917 pessoas, sendo que destes, um terço terminou o tratamento e 80% destes utentes mantiveram-se abstinentes, “com vida pessoal, profissional, familiar e estruturada”, salienta Cristina Mesquita. 


Os resultados são positivos, encontram-se dentro da média internacional e são bem visíveis na relação que se mantém com os ex-residentes, mas também no facto de a comunidade receber pedidos de colaboração/observação de entidades internacionais. 

A equipa, que já trabalha em conjunto há vários anos, possui sete elementos: seis psicólogos e assistentes sociais e uma assistente técnica.