ARSLVT dá as boas-vindas a 170 internos

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03 Janeiro 2019

 

A cerimónia de receção aos cerca de 170 médicos internos de Medicina Geral e Familiar (MGF) e de Saúde Pública (SP) realizou-se esta manhã, no auditório da Escola Superior de Tecnologias de Saúde, no Parque das Nações. Motivação, satisfação e realização profissional foram as palavras-chave.

Foi com alguma expetativa e curiosidade que os jovens médicos que agora iniciam o internato da especialidade nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) participaram nesta sessão de boas-vindas.


As primeiras palavras de acolhimento foram proferidas por Luís Pisco, Presidente da ARSLVT, Daniel Pinto e por Rui Portugal, coordenadores do Internato de MGF e de SP da ARSLVT, respetivamente. Nesta fase inicial da sessão os intervenientes felicitaram os internos pela escolha feita e desejaram os maiores sucessos na nova fase das suas carreiras.

Os coordenadores dos Internatos fizeram uma contextualização sobre a área de atuação das duas especialidades médicas e os seus desafios, reafirmando a necessidade de satisfação quer dos futuros utentes, quer futuros especialistas. Rui Portugal deixou mesmo uma frase emblemática: “sirvam bem e sejam felizes!”.


Por sua vez, Luís Pisco fez uma caracterização da ARS, referindo que “trabalhadores motivados e uma boa liderança” são fundamentais para se conseguir um sistema de saúde “justo, equitativo, acessível, eficaz e sustentável”. Recordando que a Região de Lisboa e Vale do Tejo abarca 36% da população nacional e que o maior problema continua a ser o número de utentes sem médico de família, o Presidente da ARSLVT referiu que é necessário continuar a investir nos Cuidados de Saúde Primários. Em Lisboa e Vale do tejo, esse investimento tem assumido duas formas major: o aumento de contratação de médicos e enfermeiros e a renovação dos edifícios onde funcionam unidades de saúde. “Já em 2019 vamos ter a inauguração de 16 novos espaços”, anunciou, salientando a importante colaboração com as autarquias.


David Rodrigues, médico de família e docente da Faculdade de Medicina da Universidade Nova de Lisboa, abordou as várias componentes da decisão clínica. Em sua opinião “é preciso mudar o foco da medicina: da doença para a pessoa, que por sua vez tem multidoenças”. Evidência, valores e experiência clínica são os elementos que devem presidir a qualquer decisão clínica, advogou.


Na segunda parte da cerimónia de receção aos internos, Graça Freitas, Diretora-geral da Saúde, aproveitou o momento para falar sobre a importância das vacinas e o papel que a MGF e a SP têm no cumprimento do Plano Nacional de Vacinação (PNV). A Diretora-geral da Saúde recordou que a cobertura vacinal do País é muito boa, mas há assimetrias a combater. Por isso, os médicos dos CSP devem aproveitar todas as oportunidades para falar e promover a efetiva vacinação da população. “Não vacinar não é um ato neutro, é um ato de risco”, frisou. 

    


De seguida, Carlota Cabral, Pedro Pinto Leite e Miguel Cabral, das comissões de internos de MGF e de SP, respetivamente, deram a conhecer a atividade das entidades que representam e a forma como as mesmas podem apoiar os jovens médicos ao longo do internato de especialidade. Abordou-se ainda a colaboração entre as duas especialidades.



Por último, Vera Silva, interna do 4º ano de MGF e membro da direção da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar apresentou a APMGF e os recursos que a associação coloca ao dispor dos associados. A futura médica de família salientou a importância de os colegas se sentirem bem com a escolha que fizerem, pois isso vai influenciar decisivamente os cuidados a prestar e a sua realização profissional.