Intervenções breves de médicos e enfermeiros podem ajudar a combater a obesidade

Unova 1 1 690 400
11 Outubro 2018


No Dia Mundial da Obesidade, assinalado a 11 de outubro, a NOVA Saúde Nutrition organizou um debate multisectorial sobre “Ambiente Obesagénico”, que decorreu no Auditório B da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa. Luís Pisco, Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) salientou a importância que as abordagens breves mas consistentes dos médicos e enfermeiros de família podem ter na adoção de hábitos saudáveis.

Membro de um painel liderado por Fernando Araújo, Secretário de Estado da Saúde, e moderado por Diana Mendes, Assessora de Comunicação do Infarmed, Luís Pisco recordou que há mais de 10 anos vários estudos já alertavam para o flagelo da obesidade na sociedade portuguesa, quer seja em adultos ou crianças. Coordenador da Prevenção Primária da Obesidade no seio de um grupo de trabalho da Direção-Geral da Saúde existente há época, o orador congratulou a atual equipa do Ministério da Saúde pela intensidade e ritmo empreendido na campanha de combate à obesidade.

Luís Pisco salientou ainda que, mais que do informar, é preciso conseguir uma alteração de comportamento. E isso poderá ser atingido através de intervenções breves efetuadas pelos médicos e enfermeiros de família dos Cuidados de Saúde Primários – aproveitando todas as oportunidades para transmitir mensagens salutogénicas.


Uma das mensagens sugeridas pela comunidade científica é simples e assenta na regra dos cinco números: 0/5/10/30/150. “Zero cigarros, cinco porções de frutas e vegetais/dia, 10 minutos de relaxamento/dia, manter o índice de massa corporal abaixo dos 30 e realizar 150 minutos de atividade física por semana”, explicou Luís Pisco. Sendo aplicadas, estas medidas podem traduzir-se na redução em “40 a 65% de todas as causas de morte”.

Por sua vez, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde defendeu o envolvimento de múltiplos intervenientes numa estratégia integrada que combata o excesso de peso e a obesidade. E isso quer seja ao nível do governamental, com a articulação entre vários ministérios, quer seja ao nível da sociedade, a começar pela indústria agroalimentar e órgãos de comunicação social.


Além de Luís Pisco e de Fernando Araújo, o debate organizado por Conceição Calhau, Responsável pela NOVA Saúde Nutrition, contou ainda com a participação de Alexandra Bento, Bastonária da Ordem dos Nutricionista, Pedro Queirós, Diretor-Geral da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA), Pedro Pitta Barros, Economista da Universidade Nova de Lisboa (UNL), Helena Pereira Melo, especialista em Direito Público da Universidade de Lisboa, Ana Margarida Barreto, especialista em Marketing da UNL e Francisco Sarmento, Chefe do Escritório de Informação da FAO Portugal.