Hospitalização Domiciliária em 8 hospitais na região de Lisboa e Vale do Tejo

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03 Outubro 2018

Oito hospitais públicos na região de Lisboa e Vale do Tejo vão passar a ter hospitalização domiciliária no próximo ano, permitindo aos doentes internados recuperar de uma doença aguda em casa, recebendo cuidados hospitalares.

Os hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo que firmaram o compromisso foram: Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central; Hospital Garcia de Orta; Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca; Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental; Centro Hospitalar de Setúbal; Hospital Distrital de Santarém; Centro Hospitalar do Oeste e Centro Hospitalar Médio Tejo.

A hospitalização domiciliária é uma prática recente em Portugal e está apenas desenvolvida em pleno num hospital, o Hospital Garcia de Orta, que foi o primeiro em Portugal a ter uma unidade de hospitalização domiciliária, e que traz inúmeras vantagens, como evitar infeções hospitalares multirresistentes ou reduzir os custos de internamento.

A hospitalização domiciliária, enquanto modelo de prestação de cuidados em casa, afigura-se como uma alternativa ao internamento convencional, proporcionando assistência contínua e coordenada aos cidadãos que, requerendo admissão hospitalar para internamento, cumpram um conjunto de critérios clínicos, sociais e geográficos que permitem a sua hospitalização no domicílio, sob a responsabilidade dos profissionais de saúde que constituam uma Unidade de Hospitalização Domiciliária, com a concordância do cidadão e da família.

"Queremos estar mais próximos das pessoas e alinhados com as suas necessidades e expectativas. Cuidar em casa é sem dúvida um conceito atual e que continuará a definir os serviços do futuro. O cuidar em casa deslocaliza a prestação dos cuidados das instituições para o domicílio, conduzindo assim a uma redefinição dos processos de cuidados e a uma estreita colaboração entre os vários intervenientes. Sempre com critérios clínicos bem definidos, cuidar em casa permite proporcionar os mesmos cuidados em termos de quantidade e qualidade, ganhando-se na humanização e na integração do doente num ambiente familiar", foi assim que a Secretária de Estado e da Saúde, Rosa Valente de Matos, abriu a sessão.

Segundo a responsável "o modelo tem reflexo no aumento da satisfação dos profissionais de saúde e na sustentabilidade dos sistemas de saúde. Mas aquilo que mais se destaca é que o utente, no conforto da sua casa, vê o processo de recuperação acelerado pela proximidade de um ambiente familiar e mais humanizado. A redução dos riscos associados a uma infeção hospitalar é outro dos grandes benefícios deste modelo".

Na sessão de encerramento, o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes referiu que mais importante do que as poupanças conseguidas com esta modalidade de internamento é a "segurança clínica, o conforto dos doentes, a redução de internamentos inapropriados e prolongados e a redução das infeções hospitalares".