Cuidados hospitalares na Região de Lisboa e Vale do Tejo melhoram de forma contínua

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24 Julho 2018

A propósito de notícias publicadas no semanário “Expresso” de 14 de julho e dedicadas, de forma exclusiva, a situações negativas na área da Saúde, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), em nome do equilíbrio informativo e de um retrato mais verdadeiro do Serviço Nacional de Saúde (SNS), divulga alguns indicadores que, pela força das evidências, mostram que o trabalho dos profissionais da Saúde nas unidades públicas melhora de forma contínua a resposta à procura cada vez mais exigente por parte dos cidadãos.

Deste modo, e reportando-nos apenas aos cuidados hospitalares na região de Lisboa e Vale do Tejo, a que corresponde uma população de 3 milhões e 600 mil habitantes, verifica-se que se realizaram, em 2017, 4.385.370 consultas médicas, mais 4,2% do que em 2016. Até junho deste ano, registaram-se 2.182.491, o que faz prever que 2018 trará novo máximo. Parte daquelas, ou seja, 1.237.789, foram primeiras consultas, um significativo aumento de 5,8% (em relação a período homólogo). Este número (as primeiras consultas constituem 28,25% do total) permite avaliar com objetividade e positivamente o acesso da população a cuidados de saúde.

 

 

 

No que respeita a cirurgias, em 2017 realizaram-se 224.494 cirurgias, um aumento de 2,4% face a 2016. Este número é particularmente relevante se levarmos em conta que mais de metade das intervenções (119.001) foram realizadas em ambulatório. Quer isto dizer que, mais de 53% das cirurgias na RLVT já não precisam de internamento superior a 24 horas. A evolução das cirurgias em ambulatório, que constitui um indicador determinante da qualidade dos cuidados, tem sido constante, apresentando nos últimos dois anos taxas de crescimento próximas dos 10%.

 

 

Finalmente, um indicador muito citado por causa da baixa natalidade no nosso País. A RLVT apresenta uma retoma do número de partos que é encorajador. Assim, o número de nascimentos tem vindo a aumentar e nos últimos dois anos esse ganho, naturalmente com diferenças de registo de unidade para unidade de saúde, situa-se próximo dos mil partos.

Adicionalmente, aqui fica um dado objetivo que permite avaliar o grau de satisfação dos cidadãos da RSLVT face aos cuidados hospitalares e que é o que resulta do cruzamento entre os atos praticados e as reclamações recebidas. Deste modo, seguindo o levantamento da Entidade Reguladora da Saúde, temos, para o ano de 2017, um total de 35.371 reclamações em LVT, das quais 16.350 recolhidas nos hospitais da região, o que significa uma reclamação para 268 consultas. Se considerarmos, num único conjunto, consultas e cirurgias (atos médicos) como situações que podem gerar participações dos cidadãos, então teremos uma reclamação para 282 atos médicos.