Tuberculose na Criança mobiliza 85 profissionais da ARSLVT

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12 Julho 2018


“Tuberculose na Criança” foi o tema escolhido para a ação de formação que decorreu a 8 de junho, no Auditório do Centro de Saúde de Sete Rios, em Lisboa. Atualizar o conhecimento de todos os profissionais envolvidos na deteção e tratamento da doença e fomentar a articulação entre si foram os principais objetivos do curso.

Tendo como destinatários clínicos e enfermeiros dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), bem como médicos de Pneumologia, Infeciologia, Pediatria e Medicina Interna dos hospitais da área de influência da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), o curso e contou a presença de 85 profissionais, o que revela uma recetividade muito positiva em relação ao tema.



Promovida pela Academia de Formação e Desenvolvimento da ARSLVT, esta ação de formação foi organizada por Maria da Conceição Gomes, Coordenadora Regional para as Doenças Respiratórias/Coordenadora do CDP Ribeiro Sanches, e por Raquel Duarte, Diretora do Programa Nacional para a Tuberculose (PNTb). Segundo esta última responsável, o curso procurou “manter a atualização dos profissionais envolvidos na tuberculose e incentivar o trabalho em conjunto na identificação, tratamento da doença e a sua prevenção”.

E de acordo com Maria da Conceição Gomes, “a organização deste curso demonstra o investimento da ARSLVT numa área que não deve ser descorada”.

Ainda segundo Raquel Duarte, “apesar de os números da Tuberculose terem baixado, ainda temos cerca de 1.800 casos por ano”. Além disso, a redução dos números tem um efeito perverso: “como se diminui a suspeição relativamente à tuberculose”, o tempo que decorre entre o início de sintomas (em que já há transmissão da doença) e o diagnóstico é maior. Consequentemente, “a população vulnerável, como as crianças, corre um risco acrescido de ficar infetado e desenvolver doença. Por isso, torna-se fundamental que os profissionais estejam devidamente preparados para o diagnóstico e tratamento precoce dos casos, seleção das pessoas que precisam de fazer rastreio e tratamento preventivo e saibam identificar os fatores de risco individuais e comunitários que possam justificar a vacinação com BCG”.



Os temas contemplados no curso foram “A criança exposta à Tuberculose – Rastreio e tratamento preventivo e a criança com suspeita de Tuberculose”, a cargo de Isabel Carvalho, pediatra e assessora para a área da Pediatria no Programa Nacional para a Tuberculose; “Como organizar um rastreio pediátrico alargado na comunidade”, abordado por Raquel Duarte, pneumologista e Diretora do PNTb; e “O recém-nascido de mãe com Tuberculose”, a cargo de Luís Varandas, pediatra do Hospital D. Estefânia e Professor de Pediatria da Nova Medical School.