Bom acolhimento tenta cativar recém-especialistas

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06 Abril 2018

A ideia é fácil de explicar: a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) possui maior número de utentes sem médico de família, por isso é necessário cativar recém-especialistas não só da Região, mas de todo o País. E esse foi o principal objetivo de uma sessão que decorreu a 15 de março, no âmbito do Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, em Vilamoura. “Procuramos que os colegas se sintam desejados, desafiados, acolhidos e acompanhados”, resume Eunice Carrapiço, Coordenadora da Equipa Regional de Apoio (ERA) da ARSLVT.

Os recém-especialistas são muito bem-vindos e por isso existe um conjunto de medidas que visam motivá-los a optar por esta Região. Desde logo, aquilo que se designa de projeto “chave na mão”. Por outras palavras, a ARSLVT permite que “as pessoas se possam agrupar em formar projetos de raiz”, elucida a responsável pela ERA e uma das oradoras na sessão. 

Além disso, na ARSLVT está em curso um grande investimento na renovação de edifícios/instalações e aposta-se no envolvimento dos profissionais em todos este processo, bem como na aquisição de equipamento. Ainda segundo Eunice Carrapiço, há um ambiente de grande proximidade entre a ERA e as equipas de saúde, quer sejam Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) ou Unidades de Saúde Familiar (USF).

Na sessão de Vilamoura também participou Martino Gliozzi, que deixou o seu testemunho enquanto recém-especialista que está a coordenar a USF da Baixa (ACES Lisboa Central) – outras das possibilidades para quem vier trabalhar na Região.


Por sua vez, o contributo de Sara João Cardoso, da UCSP dos Olivais (ACES de Lisboa Central) incidiu sobre a sua experiência enquanto recém-especialista numa Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados.

Por último, Mário Santos, da USF Marginal (ACES de Cascais), falou enquanto médico de família que participa na integração de recém-especialistas. Além de vários testemunhos de colegas por si integrados, o clínico apresentou ainda uma proposta para tornar a unidade de saúde atrativa para quem está em fase de acolhimento.