Pobreza: Luís Pisco reafirma importância de intervenção integrada

Livropobreza 1 690 400
13 Março 2018

Infelizmente a pobreza vai continuar a existir, as Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) podem fazer a diferença na identificação dos casos e a integração de cuidados deveria focar-se na ligação dos Cuidados de Saúde Primários à Segurança Social. Estas foram as principais ideias transmitidas por Luís Pisco, Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), numa iniciativa do Observatório de Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa. O evento decorreu na manhã de 13 de março, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Na sessão que apresentou o livro “Trânsito condicionado – Barómetro de pessoas em situação vulnerável – fase III” e o estudo que lhe deu origem, o responsável máximo da ARSLVT não escamoteou o facto de a pobreza ser muitas vezes “silenciosa” – e por isso de difícil identificação e acompanhamento pelas equipas de saúde. “As pessoas que estão inscritas em equipas de saúde são vigiadas e apoiadas. O problema são as que permanecem ocultas” e que não contactam os serviços de saúde. E para Luís Pisco, as UCC são fundamentais para identificar os casos isolados ou encapotados, já que possuem uma ligação privilegiada à comunidade e às suas diferentes estruturas.

Para Luís Pisco, também seria importante que a integração de cuidados acompanhasse a recente tendência internacional e que se focasse na ligação primordial entre os Cuidados de Saúde Primários e os serviços da Segurança Social.

Segundo o Presidente da ARSLVT com o aumento da esperança média de vida, em especial entre as mulheres, vão aumentar as situações de solidão, incapacidade e, consequentemente, de pobreza. Contudo, a Saúde está a reforçar a sua componente de combate a este fenómeno através de programas como o SNS + Proximidade e a sua aposta em tratar em casa.

Além das investigadoras e autoras do livro, a sessão contou ainda com a presença de Isabel Mota, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Agostinho Moreira, Presidente da delegação portuguesa da Rede Europeia Anti-Pobreza, Tomás Correia, Presidente da Fundação Montepio, Paulo Feliciano, Vice-presidente do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, um representante de Edmundo Martinho, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e um representante da vereação de Educação, Saúde, Direitos Sociais e Cidadania da Câmara Municipal de Lisboa.