Deputados esclarecidos sobre PPP de Cascais

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19 Janeiro 2018

"A nossa grande preocupação enquanto ARS é que em circunstância alguma haja quebra de assistência àquela população", salientou Luís Pisco acerca da Parceria Público-privada (PPP) do Hospital de Cascais. O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e João Matos, responsável regional pelas PPP, foram à Comissão Parlamentar de Saúde a 17 de janeiro esclarecer os deputados sobre a renovação do contrato com a entidade gestora daquela unidade.

Manter a prestação de cuidados de saúde sem interrupções foi de facto, a principal razão que levou à decisão da renovação, uma solução provisória e tem uma duração máxima de dois anos. Até lá, a tutela abrirá um “novo concurso internacional que irá rever as insuficiências detetadas” no contrato em vigor, explicou Luís Pisco.

Respondendo aos deputados relativamente à validade das PPP, afirmou que “na ARSLVT não há estados de espírito em relação às PPP” e que neste caso, como nos outros hospitais da região com parcerias público-privadas (Loures e Vila Franca de Xira), o acompanhamento é rigoroso e “a avaliação é permanente para garantir um atendimento de hospital público”.   

Por sua vez, João Matos referiu que é utópico esperar que um único hospital é capaz de atingir os melhores resultados em todos os indicadores. E apesar de algumas dificuldades sentidas em Cascais, a renovação do contrato por mais 10 anos seria sempre uma “solução coxa” porque é preciso rever premissas e incluir áreas clínicas que atualmente não estão cobertas. 

Veja AQUI a audição parlamentar.