Mais de 1100 crianças abrangidas por rastreios visuais e audiológicos

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21 Setembro 2017

A existência de uma visão e audição normais são fundamentais para o sucesso escolar. Tendo em conta esta premissa, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, tem no terreno o projeto “Promoção do Sucesso Escolar no Médio Tejo: A Correção de Problemas de Acuidade Visual e Auditiva”, que proporcionou a mais de 1100 crianças do Médio Tejo a realização de rastreios visuais e audiológicos.

Os rastreios destinam-se a todos os alunos com 5 anos de idade que frequentam o último ano do ensino pré-escolar, nos Jardins de Infância Públicos dos 13 concelhos da área geográfica do Médio Tejo: Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sertã, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha.

O projeto arrancou no início do ano letivo 2016/2017 e tem uma duração prevista de três anos, sendo o resultado de uma parceria de excelência entre a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, a Unidade de Saúde Pública do Médio Tejo, o Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo, o Centro Hospitalar do Médio Tejo, a Universidade da Beira Interior e a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco. Este projeto surge integrado num conjunto de iniciativas no domínio do combate ao insucesso e abandono escolar e promoção do sucesso educativo que fazem parte da Estratégia Integrada de Desenvolvimento Territorial Médio Tejo 2020.

No seu 1º ano foram feitos 1137 rastreios em 106 estabelecimentos de ensino pertencentes aos 18 Agrupamentos de Escolas da região do Médio Tejo. Todas as crianças com alterações nos exames foram encaminhadas para tratamento e/ou reabilitação.

“As questões relacionadas com a saúde são determinantes para o sucesso escolar. É fundamental a existência de uma visão e audição normais para um adequado funcionamento cognitivo, comportamental e emocional da criança”, explica o Delegado de Saúde Coordenador do Médio Tejo, Rui Calado. O médico da ARSLVT destaca também que “este projeto permite que os problemas de visão e audição sejam detetados antes do início da escolaridade obrigatória, para uma intervenção precoce”.

No caso dos rastreios visuais, foram referenciadas para avaliação em consultório 100 crianças com problemas (8,8% das crianças rastreadas). Foram também entregues 100 vouchers, no valor de 100 euros cada, para que as crianças referenciadas pelos técnicos optometristas pudessem adquirir os óculos de que necessitam. Os erros refrativos, os estrabismos e as ambliopias são os problemas identificados como mais comuns nestas idades.

Já os rastreios auditivos permitiram referenciar 127 crianças com alterações audiológicas (11,2% das crianças rastreadas), que foram encaminhadas para o médico de família ou, em casos mais graves, para o hospital de referência (Centro Hospitalar do Médio Tejo). A otite sero-mucosa é o problema mais comum nesta idade, podendo gerar perda de audição temporária, com impacto ao nível da linguagem e aprendizagem.

O Delegado de Saúde Coordenador do Médio Tejo sublinha que a “enorme adesão aos rastreios foi possível com as sinergias criadas entre várias entidades envolvidas, que permitiram que os exames fossem feitos nos espaços da escola. É utilizada uma Unidade Móvel da Unidade de Saúde Pública, devidamente equipada para esse efeito, simplificando a vida aos professores, alunos e famílias”. Esta metodologia já era, aliás, seguida pela equipa de Saúde Oral do Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo, que também tem vindo a aplicar vernizes de flúor nas crianças destes Jardins de Infância.