Rastreios aos cancros do colo do útero e cólon e reto em toda a região de Lisboa e Vale do Tejo

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A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), os seus 15 Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) e hospitais da região (Centro Hospitalar Lisboa Norte, Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Hospital Garcia de Orta e Instituto Português de Oncologia de Lisboa) assinaram no dia 5 protocolos que permitem iniciar, no próximo dia 20, os rastreios de base populacional do cancro do colo do útero (CCU) e do cólon e reto (CCR).

O programa arranca com uma fase-piloto em quatro unidades de saúde familiar da península de Setúbal e, gradualmente, até ao final de 2018, integrará toda a população servida pelas 434 unidades de cuidados primários instaladas na região. Os rastreios, no caso do CCU, implicam em estimativa a realização, no primeiro ano, de 81.000 testes e, no caso do CCR, o recurso a 230.000 testes. A população-alvo abrangida é, para o primeiro tipo de cancro, de 940.000 mulheres, de idades compreendidas entre os 30 e os 65 anos, e para o segundo tipo, de 1 milhão de homens e mulheres, com idades entre os 50 e os 75 anos.

Este estratégia de Saúde pública representa um investimento de cerca de seis milhões de euros no primeiro ano e tem como objetivos diminuir a mortalidade e aumentar a sobrevida das mulheres que forem diagnosticadas com CCU ou dos homens e das mulheres que forem diagnosticados com CCR. Pretende-se atingir, no caso do rastreio de CCU, taxas de adesão ao rastreio de 50% no 1º ano e 70% ao fim de 3 anos, e no caso de rastreio de CCR, de 50% no 1º ano.